As Nossas Viagens


Como estás Amélia?

É verdade já não te escrevia há algum tempo, desculpa mas isto tem passado a correr.

Claro que ainda te adoro, não sejas assim, não tens recebido as minhas mensagens?

Vês, afinal estavas a fazer uma tempestade num copo de água.

Olha mas antes de te contar esta nova Aventura, e acredita que vais adorar, estás melhor dos amortecedores? Menos dores?

Então vá desliga lá que vou te contar o que andei a fazer no passado fim de semana.

Como sabes, e porque  já tiveste oportunidade de viver algumas aventuras, por mais que sejam alguns anos a “inventar “ novas Viagens, as primeiras edições de uma nova Aventura , deixam sempre um nervoso miudinho.

Sabes como é, quando as idealizamos e por mais minuciosos que sejamos esta aventura só  está no papel , ainda não foi testada com uma dinâmica de grupo.

Mas, Amélia, sinceramente este nervosismo também passa rápido porque, felizmente, o bom ambiente começa logo na hora de partida,  e este Grupo não fugiu à regra.

E é tão bom voltar a ver a alegria de quem connosco se aventura , e volta a reencontrar outros com quem já partilharam momentos únicos e nós tivemos o prazer de lá estar, tão bom.

Depois de todos estarem presentes seguimos rumo ao Alentejo,  pois os carris da linha férrea de Marvão esperavam por nós.

Não Amélia , não estou nada a mentir, puxa estás mesmo rabugenta.

Na estação de Marvão – Beirã fomos andar de bicicleta na linha de comboio, pedalamos entre sobreiros e carvalhos, seguindo o zizague da linha, no coração do Parque Natural da Serra de São Mamede.

Nada disso, não são bicicletas eléctricas, são umas bicicletas adaptadas onde vais sentada e vais pedalando no meio de uma paisagem única do nosso Alentejo.

Infelizmente não deu para apreciar as vistas, da linha normalmente consegues ver Marvão e Castelo de Vide, mas desta vez a chuva resolveu aparecer…

Amélia, por favor, não te rias não tem graça.

Bem por acaso a Graça foi ( viste o trocadilho que fiz aqui ), mas não é fixe da tua parte estar a rir. Olha que o grupo da tarde, coitados , é como costumamos dizer um ao outro quando estamos sós, foi daquelas molhas que até nos lavou os interiores.

Mas mesmo com esta experiência bem molhada, que animação e boa disposição tinha este Grupo, que energia boa! Agora imagina, juntar a essa boa energia contagiante deste grupo, uma típica jantarada Alentejana.

É verdade Amélia, agora que falamos nisso já me abriu o apetite, a sorte é que ainda é cedo para jantar, porque senão arrancávamos já para comer uns belos míscaros com uma bela sopa de tomate!

Então, Amélia, o que é isso?

Estás com alguma fuga no tubo da água ou já te está a crescer água no para-choques?

No dia seguinte o nosso trilho começou junto ao castelo da Amieira do Tejo, e sabes o que te digo? Devia ter ficado no café.

Não por causa da chuva que apanhamos, mas porque ali vive um cão chamado Sadam que faz o trilho todo com quem por ali se aventura. É verdade, e o mais engraçado é que se tiveres duvidas basta o seguires e em caso de engano ele ladra, para chamar a tua atenção e leva-te no caminho certo.

Este trilho é sem dúvida mais um maravilhoso trilho do nosso país. Entre as planícies do Alto Alentejo onde os sobreiros crescem e espalham a sua beleza no horizonte.

Um Alentejo verde onde as linhas de água correm para o Tejo, onde do ponto mais alto podemos ver o espelho de água que faz o Tejo na barragem do Fratel no meio de uma enorme  tranquilidade.

Seguirmos o Tejo em direção à foz do Ocreza, seguindo sempre em  cima do muro de  pedra, é uma imagem que tenho a certeza que todos os participantes vão guardar na memória.

Sabes Amélia, e não é que mais uma vez o São Pedro andou a brincar connosco.

Então não é que sempre que queríamos parar  comer ele abria as torneiras e tivemos de acabar por comer todos juntos, e quero dizer mesmo muito juntos, tão apertadinhos que aproveitávamos para ficar mais quentinhos e tudo!

Este foi um daqueles fins de semana que se sente que uma viagem até pode ser na cidade mais próxima, mas se for feita com amigos, até parece uma volta ao Mundo.

E lembras-te de te dizer que uma primeira edição é sempre algo que me deixa muitas dúvidas de como correu?

Acho que te posso dizer que correu bem.

Porque te digo isto? Pelos sorrisos e alegria na despedida.

Vá Amélia, agora tenho de ir, prometo que volto em breve.

Não abuses e tem atenção aos injetores, apesar de estares aí para as curvas, não abuses.

 

 

 

 

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