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Ponte de Lima, Fim do Ano Pedalar, Remar e Caminhar 

Em Ponte de Lima despedimo-nos de 2025 como sabemos fazer: a pedalar, a remar e a caminhar. Não foi perfeito? Foi melhor do que isso — foi verdadeiro.

Já passaram 46 dias desde que nos despedimos de 2025 e entrámos em 2026 como sabemos fazer: em movimento.

Este ano a aventura de fim de ano foi em território nacional, em Ponte de Lima

E, verdade seja dita, Ponte de Lima não falha. 

Gastronomia forte, rio imponente, ciclovias bem desenhadas, trilhos com carácter. Estavam reunidos todos os ingredientes para fechar um ano em grande.

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O tempo não ajudou como gostaríamos. A chuva obrigou a ajustes no programa. Mas numa aventura, adaptar faz parte.

E se a meteorologia mudou planos, também trouxe algo extra: o rio vinha cheio, vivo, com força. A descida tornou-se mais rápida, mais intensa.

Dia 29 de dezembro começámos a chegar, um a um, à vila mais antiga de Portugal. E que grupo se juntou. Energia certa, boa disposição e vontade de viver três dias fora da rotina.

Como manda a tradição, começámos à mesa. Rojões, bacalhau, sobremesas XXL. Conversa solta. Primeiras gargalhadas. O grupo a ganhar forma.

Na manhã seguinte, frio a sério.

Daquele que pinta a ponta do nariz de azul. Saída cedo para pedalar desde Arcos de Valdevez até Ponte de Lima. Cerca de 40 km entre o rio Vez e o Lima.

Verdes profundos, castanhos de inverno, granito cinzento. Paisagem limpa, crua, bonita.

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O rio Vez, incrivelmente transparente, surpreendeu-nos. Houve quem jurasse ter visto lontras. Com o caudal elevado, tivemos de ajustar partes do percurso. Segurança primeiro. Sempre.

À medida que o Vez se entrega ao Lima, o cenário muda. O rio ganha largura, força, presença. A ciclovia torna-se mais plana. E começamos a observar os rápidos que, no dia seguinte, iriam testar o equilíbrio no kayak — navegar ou virar, faz parte do jogo.

Chegar a Ponte de Lima de bicicleta, com a ponte medieval no horizonte e peregrinos a caminho de Santiago a cruzarem-se connosco, é daqueles momentos simples que ficam. 

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Não é só desporto. É partilha. É natureza. É começar o ano com os pés na terra e o coração acelerado.

No último dia do ano, dia 31 , fizemos a descida de rio Lima, era para ser no primeiro dia do ano,  mas como estava prevista chuva e o rio estava fresquinho, nada como descer num dia de sol, para aproveitar caso o Kayak virasse alguns raios de sol em vez de ser chuva por cima , Lima por baixo.

rio lima

Agora que penso nisso… tenho a sensação de que desde esse dia não parou mais de chover. Parece que abrimos oficialmente a torneira do inverno ali, em Ponte de Lima.

Sobre a descida do rio, desta vez não vos consigo falar na primeira pessoa. Não senti os rápidos, não enfrentei as correntes, não virei — nem quase virei. Fiquei em terra.

Fiquei com o mais novo. E a senhora das bolachas artesanais ficou com o mais velho a desafiar o Lima.

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Prioridades bem definidas. 😄 ( ou então dores de garganta )

Mas uma coisa posso garantir: a expressão de quem chegou ao final da descida dizia tudo. Sorrisos rasgados. Olhos a brilhar. Aquela energia de quem acabou de viver algo intenso, desafiante e memorável.

Não se falava de outra coisa. “Aquele rápido antes da curva.” “Aquela entrada mais técnica.” “Aquela onda que quase nos virou.” Era relato atrás de relato, emoção atrás de emoção.

E eu? Fiquei com aquela inveja boa. A inveja de quem não fez, mas viu os outros verdadeiramente felizes. E isso também vale muito.

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Foi também nesse dia que tivemos o nosso jantar de Ano Novo. 

E aqui vai a verdade sem filtros: em Ponte de Lima, escolher a opção mais gourmet não foi a melhor decisão. 

Nem sempre o mais sofisticado , vai ao encontro do que pretendemos.

Mas há coisas que compensam. 

Tivemos direito a fogo de artifício, abraços fortes, brindes sinceros e aquela sensação de começar o ano rodeado das pessoas certas.

No final, é isso que conta. Não é o prato mais elaborado.

É a experiência vivida. 

E essa, foi mesmo à altura.

E claro, não podíamos regressar a casa sem antes caminhar pelos trilhos de Ponte de Lima.

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Mochilas às costas, seguimos pelo trilho que nos levou às lagoas, atravessando zonas húmidas que no inverno ganham outra vida.

 Lama, raízes, água a correr pelos caminhos — é isso que dá carácter ao percurso. 

Verde denso. Cheiro a terra molhada. O som constante da água a cair. E aquela sensação boa de estarmos longe de tudo… mesmo estando a poucos minutos do centro da vila.

A chuva não deu tréguas. Caiu o tempo todo. Mas para quem gosta de caminhar na natureza, isso não é problema —faz parte. Molha, suja, desafia.

Foi assim que abraçámos 2026. Entre passos firmes, botas enlameadas e gargalhadas no meio da chuva.

Dizem que ano que começa molhado é ano abençoado. 🙂

Se for verdade, estamos mais do que abençoados.

Mas que já chega de chuva… já chega. Irra.

E apesar de já terem passado 46 dias, nunca é tarde, Pessoal ,

Bom Ano!

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