Magusto nas Margens do Zêzere: Aventura de outono em Dornes
Este fim de semana voltámos a juntar um grupo para uma escapadinha que já fazia falta. Ferreira do Zêzere, Dornes e Pombeira receberam-nos com trilhos em tons de outono, muita boa energia, momentos simples e genuínos, e até uma tempestade com personalidade própria.
Já nem me lembrava qual tinha sido a última escapadinha de fim de semana que fizemos em Portugal.
Lembraram-me ontem que tinha sido na Rota Vicentina, logo após voltarmos a estar juntos no pós-Covid.
E, honestamente, o Covid já parece que foi numa outra vida.
O que interessa é que este fim de semana voltámos a juntar um grupo — e em grande.

Desta vez fomos até Ferreira do Zêzere, Dornes e Pombeira, para o nosso programa de Magusto nas Margens do Zêzere.
E, claro, levámos connosco uma “participante” não inscrita: a Cláudia. Para quem não sabe, a Cláudia foi a tempestade que passou por Portugal.
Sim, convém avisar isto, porque há sempre alguém que interpreta tudo ao contrário.
🥾 Sábado: trilho, chuva, sol e bolachas
(… As famosas Artelachas )
A Cláudia estreou-se logo com mau feitio. O primeiro trilho teve de ser reduzido a metade por causa dela.
A verdade é que até ficou melhor assim — PUMBA, Cláudia. 🤣

Mesmo com o tempo instável, o grupo manteve a boa disposição.
Daquelas energias que evaporam qualquer gota de chuva.
Apesar da quantidade de água, conseguimos juntos tornar tudo tão leve que até houve tempo para petiscar ao sol, beber chá e atacar as Artelachas.
(Incluindo as sem glúten — sim, ainda sabemos fazê-las, e sim, há quem só venha pelas bolachas).
Depois do trilho molhado, vem o ritual clássico de quem gosta de caminhar na natureza nesta altura do ano: banho quente, lareira acesa e um copo na mão.
Entre conversa, risos e calor de lareira, quase nos esquecíamos que ainda havia jantar à nossa espera.

🌰 Domingo: Zêzere em tons de outono e a “vingança” da Cláudia

No dia seguinte dissemos à Cláudia — a tempestade — que não estava inscrita e não podia vir connosco. Choramingou um bocado, mas lá nos deixou ir.
Seguimos os caminhos junto ao espelho de água do Zêzere, as cores de outono, os cogumelos, os medronhos e os tons cinza do xisto a contrastar com o verde das águas. Tudo no ponto.
Estávamos todos surpreendidos com o facto de a Cláudia ter “aceitado” ficar para trás.
Mas claro, vingou-se.
Precisamente quando íamos iniciar o nosso Magusto — castanhas, queijo e um brinde de jeropiga — volta ela a chorar como se quisesse encher o rio, subir margens e apagar o fogo das castanhas.
Contudo, não teve sorte.
O Lago Azul Eco Hotel, através do Fábio (dez estrelas!), salvou o momento: assaram-nos as castanhas, ajudaram na preparação do magusto e deram-nos abrigo.
Resultado: Magusto feito, grupo feliz e Cláudia continuava a chorar.

Um fim de semana que valeu por muitos
Foi um regresso perfeito às escapadinhas de fim de semana.
Voltamos a estar juntos com pessoas que nos acompanham desde o início e que não víamos há anos. Conhecemos gente nova que encaixou no grupo desde o primeiro minuto. Criámos momentos simples, mas cheios daquilo que faz sentido.
Após 13 anos de Aventura X, num mundo onde só se fala de máquinas a substituir pessoas, e em que o Mundo está esquisito.
O nosso ‘slogan’ — Fortalecemos Emoções — faz hoje mais sentido do que nunca.
Estarmos juntos, conviver, rever e conhecer gente nova e novos lugares continua a fazer diferença.
E isso, por muito que evolua, a IA não substitui

