as aventuras da amélia


Sabes Amélia, pensei várias vezes se te ia contar esta nova Aventura que foi voltar às terras do Douro Internacional.
Das outras duas vezes que lá foste fizeste sempre das tuas, lembras-te?! Ainda hoje não consigo perceber porque fazias de tudo para lá ficar mais uns dias e depois vinhas a reboque?!
Era o quê? Conheces-te um carocha, daqueles mais maduros? Ou gostavas mesmo de ir até ao parque dos Reboques para a festa?
Tu não ligues o rádio que eu estou a falar contigo!!
Sim, uma vez rebentas-te um pneu e ficas-te por lá e da outra vez, para não correres riscos de voltar, foi o tubo do intercooler, lembras-te?
 Sinceramente às vezes até te percebo, aqueles locais são únicos, as montanhas rasgadas pelas curvas do Douro, os grifos que sobrevoam aqueles locais que parecem ainda estar no estado mais “bruto” da sua natureza, dá vontade de ficar por lá mais uns dias.
Desta vez a cascata da Faia Alta estava seca, mas continua a ser um lugar único, e que tem de ser visitado.
Por falar em cascata da Faia Alta, ainda te lembras da primeira vez que lá fomos?
Sim que depois paramos na aldeia e nos deram tanto de comer e beber que  durante toda a tarde iamos buscar o grupo dentro de uma adega sombria, sim aquela onde nos davam queijo e chouriço!!
Nem vais acreditar no que nos aconteceu!!!
Então não é que toda aquela comida que nos deram era para uma festa ?
Sim, alguém ficou embeiçado pelas Participantes que connosco foram e toda a gente sabe que comida + bebida e caras larocas e pessoal bem disposto são motivos mais que suficientes para uma tarde bem passada.
Agora passado dois anos, quando acabamos o trilho tivemos uma amável senhora que nos foi abrir o café para vender umas minis e, conversa puxa conversa, e não é que esta senhora amável , após ouvir a história, tornou-se uma verdadeira mulher do Norte, foi lindo!
A conversa passou de, quem quer uma mini , para,  então vocês pertencem ao Grupo do Queijo , seus c=ª?)% , foram vocês que comeram o queijo todo e beberam o vinho (mas claro isto num palavreado nortenho e sem filtros) bom demais.
Só para teres a ideia a única frase que posso escrever e das tantas que lá foram ditas, foi esta senhora a citar quem nos ofereceu a comida e bebida da festa para justificar o que tinha feito,
“Elas eram tão boas e tinham fome” !!!!!!
Ainda hoje não consigo parar de rir quando me recordo deste momento.
Mas tudo está bem quando acaba bem, a senhora de uma simpatia enorme, claro que a quem nos ofereceu tudo ela não guarda a mesma estima, até porque a comida que ele ofereceu não era dele e era para a festa da terra.
Sabes o que te digo, ainda bem que não gosto de queijo, eu bem digo que o mal de toda a humanidade é o queijo! 🙂
Apesar deste grande momento seguimos viagem, pois não fosse chegar novamente o homem e voltasse a abrir a adega de alguém.
Amélia, ainda te lembras como é chegar ao miradouro de São João das Arribas? Lembras-te da sensação? Como é bom parar e observar o Douro, um Douro tão diferente daquele que se conhece!!
Vou contar-te mais um segredo… sempre que vou até ao Douro Internacional e principalmente ali, aquele lugar, recordo-me que decidi que por mais que houvesse trovoada e raios, como no primeiro dia em que lá fomos, íamos ser uma agência de viagens.
 Mas isto já tu sabes.
Aliás foi ali que te disse ao ouvido que ia ser assim 😉
Mas chega de falar de nós os dois, até porque dois a dois desta vez descemos o Rio Douro de Kayak , e deixa-me que te diga , vou lá voltar e fazer outras partes do rio em canoagem.
Amélia, que lugares únicos, a tranquilidade de um rio que corre e rasga as montanhas que são sobrevoadas pelos abutres,  as escarpas cinzentas que contrastam com os diferente tons da vegetação entre falésias onde o sol tem alturas que não consegue entrar .
Antes do tempo de partida até Lisboa, fomos até à calçada de Alpajares ou do Diabo, sim essa mesmo, aquele trilho que parece que o Diabo desapareceu enfurecido rasgando um caminho entre os penhascos, aliás é isso que conta a lenda.
Mas com ou sem lendas que lugar fantástico! As cores, a envolvência, as dobras e as formações geológicas… este é daqueles sítios que nos faz sentir tão pequeninos, Amélia. Mas apesar de nos sentirmos pequeninos neste cenário, voltamos  de alma cheia, ou não estivessemos nós a regressar do Douro Internacional.
 Mas não foi só o Douro Internacional que nos deixa saudades quando estamos de regresso… as pessoas são sempre o melhor que trazemos e que transformam os meus espaços em locais diferentes visita após visita. Levámos e trouxemos mais um grupo de gente cinco estrelas, de malta impecável e sempre pronta para uma grande gargalhada, tal como nós gostamos!
 Como se costuma dizer , foi só rir, e rir à grande , tão booommmmmmm!!!! Sabes que te digo Amélia, seja neste ou em outro universo paralelo já estou com saudades de lá voltar.
E vá, agora está na hora de ir, tenho de ir fazer a mochila , pois vou até ao Alqueva, ver estrelas,  velejar no grande e lago e caminhar junto às suas margens,  tem tudo para correr mal :):):)
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